Ancestralidade em Movimento é um projeto no Distrito Federal que fortalece meninas e jovens mulheres negras (12 a 25 anos) ao integrar esporte, cultura afro-brasileira e educação popular. Com aulas contínuas de futebol e capoeira, rodas de conversa sobre identidade, saúde emocional e direitos, e oficinas de geração de renda (miçanga e sabão), amplia pertencimento, autonomia e inclusão social em Brasília, Planaltina e Ceilândia. Também produz diagnósticos e indicadores para orientar ações locais.
Uma iniciativa do Instituto Elas Transformam, em parceria com a Fundação Banco do Brasil, integrada ao Programa Rede Gol Feminino, que atua no Distrito Federal para ampliar oportunidades e direitos de meninas e jovens mulheres negras (12 a 25 anos) em situação de vulnerabilidade. O projeto entende esporte e cultura como tecnologias sociais de pertencimento e proteção: ao fortalecer identidade negra e vínculos comunitários, cria condições para trajetórias mais seguras de estudo, trabalho e autonomia. Por isso, integra futebol e capoeira à educação popular e a vivências de ancestralidade afro-brasileira, combinando desenvolvimento corporal, expressão cultural e formação cidadã.
A execução se organiza em polos em Brasília e Planaltina, com ações ampliadas que incluem Ceilândia, visando alcançar até 100 beneficiárias diretas e impactar indiretamente famílias e redes locais. O ciclo começa com mobilização, acolhimento e diagnóstico inicial para mapear perfil socioeconômico e demandas. Na rotina, ocorrem aulas contínuas de futebol e capoeira, conduzidas por equipe técnica, valorizando disciplina, cooperação, liderança e autoestima. Em paralelo, rodas de conversa e encontros temáticos abordam identidade e história negra, saúde emocional, direitos, enfrentamento às violências e projetos de vida, criando espaços seguros de fala e escuta.
Para apoiar autonomia econômica, o projeto inclui oficinas de geração de renda e sustentabilidade, como produção de sabão e confecção de miçangas, trabalhando habilidades de organização, precificação e circulação comunitária dos produtos. Um componente central é a construção de Planos de Futuro individualizados para até 60 participantes, com orientação e acompanhamento psicossocial e educacional, traduzindo desejos em metas e passos concretos. Em 2026, três marcos públicos integram e dão visibilidade ao percurso: lançamento em fevereiro (Planaltina), ação territorial em maio (Brasília) e encerramento com mostra final em outubro (Ceilândia). Entre março e setembro, as rodas aprofundam temas como cultura de matriz africana, economia solidária e autocuidado, e os eventos funcionam como momentos de mobilização e celebração do protagonismo juvenil. O projeto prevê oficinas integradas com registros completos e mapeamentos inicial, intermediário e final, garantindo evidências e aprendizagem para replicação.
O acompanhamento do projeto se dá por diagnósticos intermediário e final, relatórios periódicos de execução, registros fotográficos e audiovisuais e relatório final com prestação de contas em sistema específico, além de comunicação institucional alinhada às diretrizes da Fundação Banco do Brasil. Como resultados esperados, busca fortalecer pertencimento, autoestima e participação social, ampliar repertórios culturais e redes de apoio, abrir possibilidades de renda e produzir indicadores que possam subsidiar ações e políticas públicas locais, deixando capacidade instalada nos territórios.
A parceria com a Fundação Banco do Brasil é decisiva para que o Instituto Elas Transformam amplie o Ancestralidade em Movimento com escala, continuidade e alcance territorial. O apoio da FBB fortalece a capacidade operacional do projeto, garantindo condições para manter aulas, rodas de conversa e oficinas de geração de renda, além de sustentar equipe, logística e monitoramento. Também agrega credibilidade e potencial de articulação com redes locais, aumentando a sustentabilidade e o impacto comunitário. Com isso, mais meninas e jovens mulheres negras acessam oportunidades, proteção social e caminhos de autonomia.